Meu filho é adolescente e estou preocupado. Como posso ajudar?
A adolescência é uma fase de mudanças, descobertas e desafios. Nesse período, podem surgir novas emoções, conflitos, inseguranças e dificuldades para expressar o que se sente.
Talvez você tenha percebido seu filho mais quieto, irritado, ansioso ou distante. Talvez ele esteja enfrentando dificuldades na escola, nos relacionamentos ou na convivência familiar. Ou, simplesmente, você sente que algo mudou, mas não sabe como conversar sobre isso.
É natural se preocupar quando percebemos que nossos filhos estão passando por dificuldades. Ao mesmo tempo, nem sempre é fácil saber como agir, quando intervir ou como oferecer ajuda sem aumentar os conflitos.
Você não precisa encontrar todas as respostas sozinho. Compreender melhor o que seu filho está vivendo pode ser um primeiro passo para ajudá-lo.
Mudanças de humor, maior necessidade de privacidade e busca por autonomia podem fazer parte da adolescência. No entanto, quando determinadas mudanças se tornam persistentes, intensas ou começam a prejudicar a rotina, os relacionamentos e o bem-estar do adolescente, vale buscar orientação profissional.
Alguns sinais que merecem atenção incluem:
Esses sinais não significam, por si só, que o adolescente tenha algum transtorno mental. Eles indicam que é importante compreender o que está acontecendo e avaliar se ele precisa de acompanhamento.
Quando houver risco imediato de autoagressão ou suicídio, procure atendimento de emergência e não deixe o adolescente sozinho enquanto busca ajuda.
Quando estamos preocupados, é natural querer fazer perguntas, oferecer soluções e tentar resolver rapidamente o problema. Porém, um adolescente que está sofrendo pode ter dificuldade para explicar o que sente ou receio de ser julgado.
Algumas atitudes podem ajudar a abrir espaço para o diálogo.
Procure ouvir o que seu filho tem a dizer sem interromper ou minimizar suas preocupações. Nem sempre ele precisará de uma resposta imediata. Às vezes, sentir que pode falar sem ser criticado já representa um passo importante.
Frases como “isso é coisa da sua idade” ou “você não tem motivos para ficar assim” podem dificultar a comunicação.
Mesmo quando a situação parece pequena para um adulto, o sofrimento do adolescente merece ser levado a sério.
Respeitar o espaço do adolescente não significa ignorar suas dificuldades. Você pode demonstrar disponibilidade para conversar, perguntar como ele está e deixar claro que buscar ajuda é uma possibilidade, não um motivo de vergonha.
Se as dificuldades persistem, aumentam ou prejudicam a vida do adolescente, não é necessário esperar que a situação se agrave para procurar orientação.
O acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender suas necessidades e identificar formas adequadas de cuidado.
A psicoterapia oferece ao adolescente um espaço de escuta e acolhimento, no qual ele pode falar sobre suas experiências, compreender melhor suas emoções e desenvolver recursos para lidar com situações difíceis.
O trabalho terapêutico é construído de acordo com a história, a idade, as necessidades e as dificuldades de cada adolescente.
Durante o acompanhamento, podem ser trabalhados aspectos como:
A psicoterapia não tem como objetivo transformar o adolescente em alguém que nunca enfrenta dificuldades. Ela pode ajudá-lo a compreender o que está vivendo e a desenvolver maneiras mais saudáveis de lidar com suas experiências.
Buscar atendimento psicológico para um filho também pode despertar dúvidas nos pais. É comum se perguntar se será possível participar das sessões, como acompanhar o processo ou o que fazer quando o adolescente não quer conversar sobre suas dificuldades.
A participação dos responsáveis pode ser importante, conforme as necessidades do caso e os cuidados éticos envolvidos. Ao mesmo tempo, o adolescente precisa ter um espaço de escuta que respeite sua privacidade e o sigilo profissional, observadas as condições previstas para o atendimento de menores de idade.
O acompanhamento pode ajudar a família a compreender melhor as necessidades do adolescente, aprimorar a comunicação e encontrar formas de oferecer apoio sem transformar todas as conversas em cobranças ou conflitos.
O primeiro passo é compreender a situação, conhecer as dificuldades que motivaram a busca por ajuda e avaliar a adequação da modalidade on-line para o adolescente.
Quando necessário, os responsáveis são orientados sobre os aspectos pertinentes ao acompanhamento, respeitando os limites éticos, a privacidade e as necessidades do jovem.
Talvez você ainda não saiba exatamente o que está acontecendo com seu filho. Talvez já tenha tentado conversar de diferentes maneiras e continue preocupado.
Buscar orientação não significa que você falhou como pai ou mãe. Significa que está procurando compreender melhor as necessidades do seu filho e encontrar formas de ajudá-lo.
Cada adolescente tem seu próprio tempo e sua própria maneira de expressar o que sente. Com acolhimento, escuta e orientação profissional, é possível buscar caminhos de cuidado que façam sentido para sua realidade.
Se você está preocupado com seu filho adolescente e deseja entender se a psicoterapia on-line pode ser adequada para ele, entre em contato para esclarecer suas dúvidas sobre o atendimento.
Cuidar da saúde emocional do seu filho também começa com a disposição de escutá-lo.

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